Seja terror, ficção, sci-fi, romance policial ou qual for o gênero, todos nós gostamos e escrevemos sobre um ou vários temas. É importante saber o que você está escrevendo, e se for o caso, pra quem. Ora, temos que ser dinâmicos. Temos que desenvolver tramas. Então nada melhor do que estar familiarizado com o ambiente, até porque o trabalho fica mais fácil.
Mas... como escrever sobre um tema que você gosta de forma realista e interessante? É o que veremos no post. Vamos lá!
A estrutura da narrativa é algo que não precisa ser seguido à risca, como o monomito (falaremos disso mais pra baixo), mas ambos são importantes, pelo menos para se ter uma noção de uma aventura simples ou algo mais complexo. Claro, fica a critério do próprio escritor, que pode modificar algumas coisas.
Tudo começa com a definição do enredo. O espaço, que é onde toda a história se passa. Obviamente pode haver vários. É aqui que você vai construir todo o necessário: protagonistas, cenário inicial, algum pequeno evento... Dado o espaço e a elaboração dos pilares, você pode criar um conflito. Lá no meio ou no começo da história mesmo, não importa. Tenha em mente que você precisará desenvolver esse conflito e como isso afetará os personagens ao longo da trama. Fica mais interessante desenvolver vários conflitos, e conflitos a partir desses, principalmente em obras com teor mais policial. Depois, segue-se o clímax. O momento de resolver esses conflitos, e então o desfecho.
No meio de tudo isso, temos algo chamado tempo narrativo, que nada mais é a ordem cronológica dos eventos. O escritor decide se sua história é ou não linear. Ou seja, se os eventos desencadeados são mostrados não obedecendo uma linha ascendente. Explicando mais ainda, várias histórias dentro de uma história. Há escritores que querem se focar em um conflito apenas, outros, gostam de ver o circo pegando fogo.
Para quem acha isso tudo muito difícil, olhe a imagem abaixo:
Tudo está conectado ao enredo, como você pode ver. Essa é uma estrutura extremamente básica de uma narrativa. Digo extremamente básica pois não estão colocadas as coisas que vão em cada um desses tópicos, mas já da para entender muito bem assim.
Não se pode haver um desfecho sem um clímax (a não ser por motivos bem exclusivos do escritor), assim como não pode haver conflito sem desenvolvimento, desenvolvimento sem narrativa, etc. É simplesmente por uma coisa depender da outra que todo escritor que se preze obedece o básico do básico para que a história tenha sentido para ele mesmo. Claro, como eu disse acima, ele pode ser modificado em algumas partes de acordo com os interesses da pessoa. Por exemplo, vários conflitos ao invés de um só. Ou desfechos diferentes que só identifica quem interpreta o clímax de tal jeito e por aí vai. Há o falso desfecho também, onde o narrador engana o leitor ou faz os personagens se enganarem em um momento crítico... Enfim.
Agora falaremos de um por um, tirando o óbvio que é o Enredo:
Narrativa: Aqui decidiremos se nossa história será em 1ª pessoa ou em 3ª pessoa.
Desenvolvimento: Podemos apresentar nossos personagens, alguns eventos de composição, descrições...
Conflito: Aqui haverá algo catastrófico, que impulsionará a nossa trama.
Clímax: A resolução dos conflitos é feita aqui.
Desfecho: É como a história acaba.
Você leu a palavra "eventos" ali e apareceu uma interrogação em sua cabeça, não é? É simples: eventos são acontecimentos, como a própria semântica sugere. O que eu quero dizer com eventos de composição? Acontecimentos que ajudam o próprio personagem e o leitor a descobrirem mais sobre a narrativa. Por exemplo, tudo o que o protagonista vê no momento. Aí ele sente o cheiro de alguma coisa. Isso é um evento. Simplesmente.
Veja a imagem novamente. Percebe que os quadros de conflitos, clímax e desfecho estão todos dentro de Desenvolvimento? Pois é. Naquele post sobre esse assunto há mais sobre. Não adianta você ter um tema super mega blaster se você não sabe desenvolver um conflito. E por aí vai. Não quero ser prolixo, então fica por aqui.
Temos também o monomito. A famosa Jornada do Herói, que não deixa de ser uma estrutura narrativa própria. Ela foi desenvolvida para um personagem apenas, o que torna bastante limitado. Porém, ela é bem flexível. Você não precisa usar a Jornada do Herói 100%, e também pode pegar ou não usar algo dela. Modificações são normais. Veja a imagem:
No meio de tudo isso, temos algo chamado tempo narrativo, que nada mais é a ordem cronológica dos eventos. O escritor decide se sua história é ou não linear. Ou seja, se os eventos desencadeados são mostrados não obedecendo uma linha ascendente. Explicando mais ainda, várias histórias dentro de uma história. Há escritores que querem se focar em um conflito apenas, outros, gostam de ver o circo pegando fogo.
Para quem acha isso tudo muito difícil, olhe a imagem abaixo:
Não se pode haver um desfecho sem um clímax (a não ser por motivos bem exclusivos do escritor), assim como não pode haver conflito sem desenvolvimento, desenvolvimento sem narrativa, etc. É simplesmente por uma coisa depender da outra que todo escritor que se preze obedece o básico do básico para que a história tenha sentido para ele mesmo. Claro, como eu disse acima, ele pode ser modificado em algumas partes de acordo com os interesses da pessoa. Por exemplo, vários conflitos ao invés de um só. Ou desfechos diferentes que só identifica quem interpreta o clímax de tal jeito e por aí vai. Há o falso desfecho também, onde o narrador engana o leitor ou faz os personagens se enganarem em um momento crítico... Enfim.
Agora falaremos de um por um, tirando o óbvio que é o Enredo:
Narrativa: Aqui decidiremos se nossa história será em 1ª pessoa ou em 3ª pessoa.
Desenvolvimento: Podemos apresentar nossos personagens, alguns eventos de composição, descrições...
Conflito: Aqui haverá algo catastrófico, que impulsionará a nossa trama.
Clímax: A resolução dos conflitos é feita aqui.
Desfecho: É como a história acaba.
Você leu a palavra "eventos" ali e apareceu uma interrogação em sua cabeça, não é? É simples: eventos são acontecimentos, como a própria semântica sugere. O que eu quero dizer com eventos de composição? Acontecimentos que ajudam o próprio personagem e o leitor a descobrirem mais sobre a narrativa. Por exemplo, tudo o que o protagonista vê no momento. Aí ele sente o cheiro de alguma coisa. Isso é um evento. Simplesmente.
Veja a imagem novamente. Percebe que os quadros de conflitos, clímax e desfecho estão todos dentro de Desenvolvimento? Pois é. Naquele post sobre esse assunto há mais sobre. Não adianta você ter um tema super mega blaster se você não sabe desenvolver um conflito. E por aí vai. Não quero ser prolixo, então fica por aqui.
Temos também o monomito. A famosa Jornada do Herói, que não deixa de ser uma estrutura narrativa própria. Ela foi desenvolvida para um personagem apenas, o que torna bastante limitado. Porém, ela é bem flexível. Você não precisa usar a Jornada do Herói 100%, e também pode pegar ou não usar algo dela. Modificações são normais. Veja a imagem:
Você não entendeu nada, não é? Ou provavelmente lembrou do livro A Batalha do Apocalipse, que segue nitidamente esse círculo. Vou explicar cada coisa:
Mundo comum: É como o herói é apresentado. Nada de mais aí;
Chamado à aventura: Acontece alguma coisa que o herói é chamado ou que ele se sente no dever de fazer. É a apresentação de um problema (conflito, lembra?);
Recusa do chamado: O herói sente medo e recusa, ou demora a atender o chamado. Em suma, ele também quer entender mais o problema;
Encontro ou ajuda: Alguém vai ajudá-lo a enfrentar o caminho, ou vai encorajá-lo;
Primeiro portal: É a saída do mundo normal para o mundo mágico. Ou o mundo que você quiser;
O ventre da Baleia: Referência bíblica. É onde o personagem é testado. Pode aprender lições, criar inimigos ou amigos, entre outras coisas... Grosseiramente falando, é onde ele começa a se lascar;
Caverna oculta: Sucesso frequente do herói.
Provação suprema: Onde ele enfrenta O desafio. Sabe o que realmente o espera;
Recompensa: O bem ganhou. Então, haverá alguma coisa para o herói como recompensa, seja material ou não, e que de alguma forma será de bom uso dele e das pessoas que ele protege;
Caminho de volta: O herói não pode mais ficar no outro mundo e deve voltar para o seu;
Regresso: Ele volta com alguma notícia boa e todo mundo fica em paz novamente.
Como vocês viram, é algo muito simples. Uma estrutura bem básica, assim como a anterior. Porém, essa aqui é bem modificável. E é recomendado que você a modifique. Você não precisa segui-la, mas muitos escritores usam alguns pontos do monomito por acharem conveniente. Mas é questão de gosto mesmo.
Acho que já falei o bastante.
Então, até a próxima!
Mundo comum: É como o herói é apresentado. Nada de mais aí;
Chamado à aventura: Acontece alguma coisa que o herói é chamado ou que ele se sente no dever de fazer. É a apresentação de um problema (conflito, lembra?);
Recusa do chamado: O herói sente medo e recusa, ou demora a atender o chamado. Em suma, ele também quer entender mais o problema;
Encontro ou ajuda: Alguém vai ajudá-lo a enfrentar o caminho, ou vai encorajá-lo;
Primeiro portal: É a saída do mundo normal para o mundo mágico. Ou o mundo que você quiser;
O ventre da Baleia: Referência bíblica. É onde o personagem é testado. Pode aprender lições, criar inimigos ou amigos, entre outras coisas... Grosseiramente falando, é onde ele começa a se lascar;
Caverna oculta: Sucesso frequente do herói.
Provação suprema: Onde ele enfrenta O desafio. Sabe o que realmente o espera;
Recompensa: O bem ganhou. Então, haverá alguma coisa para o herói como recompensa, seja material ou não, e que de alguma forma será de bom uso dele e das pessoas que ele protege;
Caminho de volta: O herói não pode mais ficar no outro mundo e deve voltar para o seu;
Regresso: Ele volta com alguma notícia boa e todo mundo fica em paz novamente.
Como vocês viram, é algo muito simples. Uma estrutura bem básica, assim como a anterior. Porém, essa aqui é bem modificável. E é recomendado que você a modifique. Você não precisa segui-la, mas muitos escritores usam alguns pontos do monomito por acharem conveniente. Mas é questão de gosto mesmo.
Acho que já falei o bastante.
Então, até a próxima!






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