sábado, 6 de setembro de 2014

Temperando sua historia

Você para de escrever por um momento, e nesse momento você relê sua história. Percebe que falta alguma coisa bem ali, no evento tal da cena tal da página tal. E então, lhe vem à mente a sensação de coisa sem forma. Talvez você precise temperar o seu texto e suas ideias.

Imagine várias palavrinhas aqui dentro...

Aqui, na literatura, temos o mesmo esquema da culinária. Adicionando tempero(s), a comida fica mais gostosa, mais cheirosa, ou ao menos um pouco mais agradável ao paladar. A escrita não foge disso. Com determinadas coisas, a obra fica mais bacana de ler, seja para o próprio escritor ou para outra pessoa que pegar sua história em mãos. Ela fica mais sucinta. Realista. Gostosa de ler. Vamos começar o post, então?

Existe várias formas de deixar a narrativa mais viva; mais "colorida", todas dependendo da vontade do escritor e da necessidade dos eventos. Um bom exemplo são as figuras de linguagem. Deixarei esse assunto para outro post, então aqui só vou falar o necessário. Quem ler a história, seja você mesmo ou outro alguém, precisa entender o que os personagens estão falando, sentindo ou ouvindo. Precisa haver imersão. Essa é a magia da leitura, afinal de contas! Então, um clichê famoso como "branco como a neve do inverno" já é algo bastante enriquecedor. Ou algo mais pomposo, como "os seus olhos eram negros e profundos como um infinito abismo", deixa qualquer um fascinado. Mas cuidado! Frases cacofônicas como "quero amá-la para todo o sempre" não são legais. Ora, você quer amar ou quer uma mala para sempre? Essas frases são desagradáveis para o ouvido. 
Repetir palavras com intuito de provocar alguma emoção (as famosas anáforas) deixam um contexto bem mais profundo e bacana. Mas não é bom exagerar.

Mas os temperos linguísticos e literários não são exclusivos das figuras de linguagem. Há várias outras coisas que ajudam a dar aquela sensação de realidade e vivacidade na história, como por exemplo, algumas linhas tratando o que o personagem está pensando. Por exemplo, num dilema, você pode dizer que Fulano se sente perdido e que sua mente gira. Mas esse é apenas um exemplo... Com dedicação ao evento, um parágrafo pode se tornar três ou quatro.

Comédia é outro ponto bacana de se explorar. Vez ou outra é legal soltar aquela piadinha para quebrar a tensão — e por favor, escolha bem essa "vez". Não vá me fazer piadinha no funeral do protagonista! Por outro lado, momentos de tristeza são excelentes. De raiva. São emoções humanas, afinal. Por que não colocar na história? Os personagens precisam dessa realidade! Não é pedir demais colocar amor também. Nem que seja aquele extremo meloso teen ou o bem sério, mais adulto. Emoções enriquecem a trama. Faça o seu personagem sentir ódio, mas também alegria. Faça-o rir. Faça-o chorar. Faça-o enlouquecer. (olha a anáfora aí, hehe em momentos certos, ela é perfeita) 

Não tenha medo de tentar. Mostre para você mesmo e para quem ler (se sua intenção for a de ser lido, nem que seja pelos colegas de classe da faculdade) o quanto a literatura pode ser poderosa em seus variados gêneros.

Até a próxima, pessoal!

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