Uma das coisas que um escritor mais precisa saber é de seu estilo de escrita, e isso pode demorar muito tempo. Apaga arquivo, risca rascunho, substitui isso, substitui aquilo, e aí é uma infindável e cansativa busca por um jeito mais confortável de escrever. Você tenta fazer de um jeito, mas não se sente bem e não passa nem do primeiro parágrafo do primeiro capítulo. Você faz de outro, e em uma semana você já tem dez capítulos. Claro, exagerei um pouco (hehe), mas vai mais ou menos seguindo essa linha de raciocínio. Nesse post, vamos aprender quais são os estilos de escrita e falar um pouco sobre cada um deles.
Para começar, temos três tipos, que não têm nome certo, mas fica a seu critério chamá-los da maneira que achar mais conveniente. Escrita espontânea, organizada e mista.
Escrita espontânea
Falando de grosso modo, a escrita espontânea é aquela onde o escritor vomita tudo que está em sua cabeça. Não se preocupa muito com detalhes, só quer ver o texto no papel. Na maioria das vezes, vê-se vários erros gramaticais e até mesmo coisas sem sentido. Entretanto, esse tipo de escritor só deixa os detalhes para acertar no final de tudo.
Geralmente, não têm coisas escritas à parte para auxiliá-lo, ou se tem, são poucas. Acredita que não vale muito a pena fazer isso porque sua cabeça é tão fértil que o enredo de sua história já deve ter mudado um bilhão de vezes no meio do percurso, e com certeza mudará mais um bilhão.
Sua principal dificuldade é a de justamente revisar tudo que escreveu (o que já é um trabalho grande, mas para espontâneos é triplicado praticamente), ler linha por linha porque com certeza deixou algo que não fazia o menor sentido, ou talvez um plot hole...
Escrita organizada
O escritor que tem esse estilo gosta de manter tudo do seu jeito. Faz anotações à parte, preocupa-se severamente nos detalhes antes de fazer alguma coisa, e quando é hora de escrever, vê um resultado bacana.
Pessoas com esse estilo de escrita têm mais anotações do que a história propriamente dita. Mas isso é bom. Já têm os personagens construídos, as cidades, países ou whatever também construídos e detalhados... Na maioria das vezes já sabem quem vai morrer, quem vai continuar vivo, quem vai fazer isso ou aquilo...
A principal dificuldade é o tempo. Ah, o tempo... Mas, como diz Charlie Chaplin, o tempo é o melhor autor, sempre encontra um final perfeito. Alguns escritores organizados, por mais que façam jus ao nome, não conseguem colocar no papel muita coisa. O trabalho é escrever toda a história e só encaixar as peças e eventos, e isso pode se tornar uma dor de cabeça se a pessoa for muito restritiva.
Escrita mista
É a junção das duas acima. A pessoa escreve tudo o que lhe vem na mente, porém se atentando aos detalhes. É aquele tipo que já pensa no próximo parágrafo quando mal terminou o primeiro. Raramente tem algum erro de gramática, ou um buraco na escrita, mas acontece;afinal humanos não são máquinas perfeitas. Mas, se passa despercebido, uma hora é corrigido.
Podem ou não ter anotações à parte, ou coisas já criadas. A dificuldade aqui se dará se a pessoa for muito perfeccionista. O que, em alguns casos, é verdade. A história vai andar, mas vai parar porque ela achou lá no começo algo que não ficou muito bom para ela. A história pode estar no final, mas ela vai voltar umas duzentas páginas porque desconfia que tem algo errado, e aí muda alguma coisa. Na pior das hipóteses, acha melhor apagar tudo e começar do zero.
É isso, pessoal.
Até a próxima!
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