Olá, pessoal!
Bem-vindos ao blog Write Your Universe, onde falarei sobre a divina arte de escrever. Não, esse não é mais um site de resenhas. É um site de escritor para escritor, ou de aspirante para aspirante. Quero dar dicas de escrita, que podem servir tanto para quem lê quanto para o próprio autor. Aqui, aprenderemos juntos e compartilharemos experiências. Espero que gostem!
Como primeira postagem do blog, eu queria falar sobre iniciar na escrita... É um assunto bem interessante se quisermos começar do zero.
Quando uma pessoa pensa "vou escrever um livro!", sempre em seguida ela pensa "mas sobre o quê?", às vezes como se essa pergunta fosse um balde de água fria caindo sobre a cabeça. Isso é normal. A partir desse ponto, a criatividade é trabalhada. Sobre o quê? É impossível abrir um caderno e já escrever trezentas páginas em um segundo. Escrever um livro é algo que pode durar anos. Sim, no plural, onde essa palavra se encaixa perfeitamente nesse contexto.
Você não sabe sobre o que vai escrever. Mas sabe que quer escrever. Já é um avanço grande, acredite: força de vontade nunca é demais. E sendo assim, ela é essencial para um escritor. Quanto mais, melhor! Continuando... Está tudo vazio em sua mente. Um branco mais branco do que a folha do seu caderno ou a de um software que processa texto. Aí, você lembra do que gosta de ler (outra coisa essencial, que abordarei depois). Aventuras medievais, por exemplo. E então decide que quer escrever uma aventura medieval. O primeiro passo se fez.
O segundo se dá com um desafio que é bem difícil alguém vencer de primeira: como começar tudo. Sendo sincero, a maioria dos iniciantes na escrita não sabe nem com qual palavra começar o capítulo. E se bobear, os mais veteranos também. Por incrível que pareça, é mais fácil terminar um livro do que começá-lo. E o tempo que a pessoa leva para vencer esse desafio é indeterminado. Falando em analogia, é como uma grande pedra no penhasco. Você faz uma força descomunal para empurrá-la, e é difícil, mas quando consegue, ela desce com toda velocidade. Escrever é praticamente isso.
Um dia, milagrosamente, você consegue pensar em coisas ótimas para escrever. Viu como é uma delícia a sensação de liberar da mente o que ficou travado por tempos e tempos? Pois é, você sentirá isso a cada parágrafo. Ou senão, a cada página. Ou a cada capítulo. Você vai. Prepare-se. Sua jornada começa agora.
O começo de um livro é sempre a, senão uma das partes mais frustrantes. Pense do seguinte modo: criar um mundo. E aí, parece fácil? Não. Mas é isso o que você vai fazer! Interprete criar um mundo como criar personagens, cenários e enredos, pelo menos só nesse contexto, porque é sobre isso que estamos falando.
Você está lá, todo bonitinho, escrevendo seu primeiro parágrafo. De repente, uma sensação de coisa enrolada. Uma sensação de desorganização, algo horrível. E você não consegue mais escrever até quando esse frio e sombrio incômodo não tiver ido embora. Já percebeu que um mundo está sendo criado aqui? Pois é. Cadê os personagens? Cadê os eventos? Cadê os cenários? Deus, como é difícil! Relaxe. Isso, relaxe. Tenha um tempo para você, nem que seja cinco minutinhos.
Existe uma coisa chamada estilo de escrita (que eu também falarei depois), que muitos demoram bastante para descobrir o seu. Mas você percebeu que a sua dificuldade é simplesmente desenvolver os acontecimentos. Ora, você não precisa quebrar a cabeça. Você só quer ter algumas coisas básicas já criadas para se sentir mais aliviado, não quer? Esse é o estilo organizado de escrever. Você não quer fazer tudo do nada. Você quer ir de pouquinho em pouquinho. Então, cria personagens. Tem uma folha do caderno ou uma pasta do computador apenas com as fichas técnicas. Vamos supor que você já tenha certeza de como sua história vai acabar, porque aí você sabe quantos personagens criará. Uns trinta, por exemplo. Trinta personagens. Maravilha! Não usará mais, nem menos. Isso se sua mente criativa não mudar até o meio da história. O que, em minha opinião, é impossível. Pode não acontecer, mas duvido muito. Continuando... As pessoas estão bonitinhas lá, criadas. Agora você quer criar as cidades. O nome delas, piriri pororó. Feito.
Não está mais fácil agora? É, eu sei que está. E você está sorrindo. Só tem que encaixar as coisas no lugares certos. O seu caderno ou o software não está tão branco assim mais, não é? Pode parecer que não, mas só de ter criado os personagens, as cidades, os cenários, ou seja lá o que você tinha vontade de criar e achou necessário, já faz sua história deslanchar. Agora só precisa dar vida a tudo isso.
Outra sensação de enrosco. Agora você se sente enforcado por si mesmo, buscando em sua mente alguma coisa porque não aguenta mais bater a ponta da caneta no papel ou ver o cursor piscando na tela como se estivesse dizendo "me usa, me usa, me usa, me usa". O que você teve foi um bloqueio criativo. E esse bloqueio se dá de várias formas. Uma delas pode ser o excesso de trabalho. Outra, a falta de inspiração. Eu até arriscaria falta de força de vontade, mas não tem muito a ver.
Ora, e como buscar essa tal da inspiração?
Aí é que está: você não consegue buscá-la. Ela vem até você. O que você faz é só chamá-la. Ela decide se vem ou não. E várias coisas podem atraí-la, tipo um momento de alegria, um momento de paz ou até mesmo tédio... Raiva... Tristeza... A inspiração é um bichinho muito flexível. Ela se adéqua a qualquer necessidade. E quando ela vem, ela decide por quanto tempo vai ficar, mas você pode mantê-la atraída. É meio estranho falarmos desse jeito, mas é bem assim mesmo. A inspiração te mostra o que você é capaz de fazer. Não consegue escrever uma cena triste? Fica triste então. Busque silêncio interior. Faça perguntas a si mesmo sobre o que pode escrever e como... E ai, ainda não consegue? Se não, uma hora consegue. Sério. Acredite em mim. É verdade. Algum livro que você leu pode ter uma passagem de morte. E se a pessoa que morreu não foi baseada em um ente querido do escritor? Já parou para pensar nisso? É uma forma de eternizá-la; não deixa de ser.
E assim a vida de escritor continua...
Escrever é algo que requer tempo, dedicação, esforço, criatividade e inspiração. Alguns decidem trabalhar com metas. Outros, não. Alguns são mais rápidos, outros mais lentos. Cada um é cada um. Só um aviso: escrever vicia!
Até o próximo post, pessoal!
O segundo se dá com um desafio que é bem difícil alguém vencer de primeira: como começar tudo. Sendo sincero, a maioria dos iniciantes na escrita não sabe nem com qual palavra começar o capítulo. E se bobear, os mais veteranos também. Por incrível que pareça, é mais fácil terminar um livro do que começá-lo. E o tempo que a pessoa leva para vencer esse desafio é indeterminado. Falando em analogia, é como uma grande pedra no penhasco. Você faz uma força descomunal para empurrá-la, e é difícil, mas quando consegue, ela desce com toda velocidade. Escrever é praticamente isso.
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| Você vai começar assim... |
O começo de um livro é sempre a, senão uma das partes mais frustrantes. Pense do seguinte modo: criar um mundo. E aí, parece fácil? Não. Mas é isso o que você vai fazer! Interprete criar um mundo como criar personagens, cenários e enredos, pelo menos só nesse contexto, porque é sobre isso que estamos falando.
Você está lá, todo bonitinho, escrevendo seu primeiro parágrafo. De repente, uma sensação de coisa enrolada. Uma sensação de desorganização, algo horrível. E você não consegue mais escrever até quando esse frio e sombrio incômodo não tiver ido embora. Já percebeu que um mundo está sendo criado aqui? Pois é. Cadê os personagens? Cadê os eventos? Cadê os cenários? Deus, como é difícil! Relaxe. Isso, relaxe. Tenha um tempo para você, nem que seja cinco minutinhos.
Existe uma coisa chamada estilo de escrita (que eu também falarei depois), que muitos demoram bastante para descobrir o seu. Mas você percebeu que a sua dificuldade é simplesmente desenvolver os acontecimentos. Ora, você não precisa quebrar a cabeça. Você só quer ter algumas coisas básicas já criadas para se sentir mais aliviado, não quer? Esse é o estilo organizado de escrever. Você não quer fazer tudo do nada. Você quer ir de pouquinho em pouquinho. Então, cria personagens. Tem uma folha do caderno ou uma pasta do computador apenas com as fichas técnicas. Vamos supor que você já tenha certeza de como sua história vai acabar, porque aí você sabe quantos personagens criará. Uns trinta, por exemplo. Trinta personagens. Maravilha! Não usará mais, nem menos. Isso se sua mente criativa não mudar até o meio da história. O que, em minha opinião, é impossível. Pode não acontecer, mas duvido muito. Continuando... As pessoas estão bonitinhas lá, criadas. Agora você quer criar as cidades. O nome delas, piriri pororó. Feito.
Não está mais fácil agora? É, eu sei que está. E você está sorrindo. Só tem que encaixar as coisas no lugares certos. O seu caderno ou o software não está tão branco assim mais, não é? Pode parecer que não, mas só de ter criado os personagens, as cidades, os cenários, ou seja lá o que você tinha vontade de criar e achou necessário, já faz sua história deslanchar. Agora só precisa dar vida a tudo isso.
Outra sensação de enrosco. Agora você se sente enforcado por si mesmo, buscando em sua mente alguma coisa porque não aguenta mais bater a ponta da caneta no papel ou ver o cursor piscando na tela como se estivesse dizendo "me usa, me usa, me usa, me usa". O que você teve foi um bloqueio criativo. E esse bloqueio se dá de várias formas. Uma delas pode ser o excesso de trabalho. Outra, a falta de inspiração. Eu até arriscaria falta de força de vontade, mas não tem muito a ver.
Ora, e como buscar essa tal da inspiração?
Aí é que está: você não consegue buscá-la. Ela vem até você. O que você faz é só chamá-la. Ela decide se vem ou não. E várias coisas podem atraí-la, tipo um momento de alegria, um momento de paz ou até mesmo tédio... Raiva... Tristeza... A inspiração é um bichinho muito flexível. Ela se adéqua a qualquer necessidade. E quando ela vem, ela decide por quanto tempo vai ficar, mas você pode mantê-la atraída. É meio estranho falarmos desse jeito, mas é bem assim mesmo. A inspiração te mostra o que você é capaz de fazer. Não consegue escrever uma cena triste? Fica triste então. Busque silêncio interior. Faça perguntas a si mesmo sobre o que pode escrever e como... E ai, ainda não consegue? Se não, uma hora consegue. Sério. Acredite em mim. É verdade. Algum livro que você leu pode ter uma passagem de morte. E se a pessoa que morreu não foi baseada em um ente querido do escritor? Já parou para pensar nisso? É uma forma de eternizá-la; não deixa de ser.
E assim a vida de escritor continua...
Escrever é algo que requer tempo, dedicação, esforço, criatividade e inspiração. Alguns decidem trabalhar com metas. Outros, não. Alguns são mais rápidos, outros mais lentos. Cada um é cada um. Só um aviso: escrever vicia!
Até o próximo post, pessoal!

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